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27 de jan. de 2011

Divergência MACD


Ontem nós vimos as divergências utilizando o indicador IFR. Hoje nós veremos as divergências com o indicador MACD.
As características da divergência do IFR são as mesmas do MACD. Os preços e o indicador seguem em sincronia, até um momento onde os preços fazem fundo ascendes e o indicador faz fundos descendente, ou vice e versa.
Veja no exemplo (clique na imagem)





Observem que os preços fizeram fundos descentes, e o indicador fez fundos ascendentes o que indica que a queda esta chegando ao fim.
Veja outro exemplo
 Os preços fizeram topos ascendentes, e o MACD fez topos descendentes, nos dando um sinal de que a alta estava terminando. Agora observando o mesmo gráfico observem que de julho a metade de agosto houve outra divergência. 





Os preços iniciarem um movimento de queda fazendo  fundos descentes, enquanto o MACD fez fundos ascendentes.
Divergências são ótimos sinais de mudança de tendência. Porém não é 100% das vezes que o sinal de divergência irá dar certo. Mesmo sendo um dos sinais mais fortes na análise técnica é muito importante que o trader tenha flexibilidade e saiba colocar os stops corretamente.
Obrigado e até a próxima










26 de jan. de 2011

Divergência no IFR


Umas das maneiras de utilizar alguns indicadores são pelas divergências que ocorrem entre os preços e o indicador. Hoje eu vou mostrar as divergências que ocorrem no indicador IFR.
Como ocorrem essas divergências? Imagine que os preços de uma determinada ação faz um topo, e após corrigir faz outro topo ainda maior. Os movimentos dos preços geralmente são acompanhado pelos movimentos do IFR, mas nem sempre acontece esse sincronismo.
Por exemplo no momento em que os preços fazem 2 topos ascendentes, o IFR  faz dois topos descendentes.
Veja o exemplo abaixo (clique sobre a imagem).
 Observem que do inicio de 2009 até a metade de outubro os preços e o indicador fizeram movimento sincronizados. Á partir da metade de outubro, os preços fizeram novos topo ascendentes, enquanto o IFR mostrou uma divergência de baixa. Quando ocorrem divergência de baixa é um sinal que o movimento de alta esta acabando, e que uma queda esta por vir.




Veja outro exemplo





Agora nós temos uma situação ao inverso, onde os preços fizeram topos descendentes e o IFR fez topos ascendente. Quando ocorre essa divergência de alta, é um sinal que a queda dos preços esta acabando, e que um movimento de alta é o mais provável.
Obrigado pela sua vista!







24 de jan. de 2011

FIGURAS FORMADAS NO GRÁFICO PARTE 2


Hoje nós vamos dar sequência ao estudo das figuras formadas nos gráficos, e como utilizar esses padrões.
Triângulo descendente
É um padrão com boa probabilidade de acerto.  Sua formação é dada quando se formam pelo menos quatro pontos: dois deles formam uma linha de suporte e os outros dois formam uma LTB (linha de tendência de baixa). As duas linhas (imaginárias) acabam convergindo. 
 
  Quando ocorre esse padrão no gráfico, você não estará vendo as linhas. Por isso é importante saber traçar as linhas de tendências e de suporte e resistência para indentificar esse tipo de padrão.


Observe que esse padrão é formado por tentativas frustradas de romper a LTB. O ponto 1 indica onde foi formado o suporte, e o ponto 2 indica o local onde os vendedores tomaram força e tentaram romper levar os preços abaixo do ponto 1. No ponto 3 se configurou o suporte pois pela segunda vez os preços não conseguiram ultrapassar aquela região. No ponto 4 já temos um sinal de que os compradores estão perdendo força, foi já foi possivel traçar uma LTB e o gráfico esta fazendo topos descentes. E por fim os preços romperam o suporte. Observem que do ponto 1 ao 2 houve uma amplitude sinalizo pela flexa em vermelho. Essa amplitude pode ser projeta a partir da região onde houve o rompimento do suporte. Isso nós da uma idéia de até onde os preços podem chegar.
Veja o exemplo abaixo
 Triângulo ascendente




O triângulo ascendente segue as mesmas característica do triângulo descendente, mas como o próprio nome diz é um padrão de alta.
Veja o exemplo


 Observem que os preços não conseguem romper a LTA (linha de tendência de alta) mas encontra uma resistência, e após várias tentativas os preços finalmente conseguem romper a resistência.




Por hoje é só... obrigado pela visita.



 




21 de jan. de 2011

Figuras formadas no gráfico


Não muito utilizadas pelos traders, as figuras que se formam nos gráficos são padrões que podem indicar uma probabilidade dos preços seguirem uma direção. Há dezenas de padrões que formam determinadas figuras, mas eu vou apresentar apenas as mais conhecidas.
Ombro-cabeça-ombro (OCO) e Ombro-cabeça-ombro invertido (OCOI)
OCO e OCOI são padrões de reversão. O OCO é um padrão que ocorre após uma tendência de alta. 
Observem que os preços fazem uma onda de alta (ombro da esquerda) e corrigem até um determinado ponto (linha do pescoço) e volta a subir em um ponto mais alto (cabeça) Até esse momento o ativo esta no que chamamos de tendência de alta, pois esta fazendo topos e fundos ascendentes. A partir desse ponto os preços caem novamente até a região da ultima correção, caracterizando um suporte. Os preços voltam subir (2º ombro), porem não conseguem  romper o topo anterior (cabeça), e caem rompendo o suporte (linha do pescoço) O momento do rompimento é um sinal de entrada de venda. E esse padrão gera uma projeção do quanto os preços podem cair. E para sebermos qual será essa projeção, nós medimos da linha do pescoço até o topo da cabeça, e o tamanho dessa amplitude é a projeção de queda que os preços podem fazer a partir do rompimento da linha do pescoço. A linha do pescoço não precisa necessáriamente ser horizontal.
Veja abaixo um exemplo em um gráfico real





O OCI é o inverso do OCO. Representa uma inversão da tendência de baixa  para uma tendência de alta.





Veja  o exemplo no gráfico





Após o rompimento da linha do pescoço é uma indicação que os preços irão subir, e a alta será mais ou menos do tamanho da amplitude da linha do pescoço até o inicio da cabeça.
Próximo post eu mostrarei mais exemplos de figuras nos gráficos
Muito obrigado pela visita












19 de jan. de 2011

Gaps 2ª parte


No post passado nós vimos as principais causa da formação de um Gap, e hoje eu vou comentar sobre os tipos de Gap e como tirar proveito deles.
Há 4 tipos de gaps-
Gap de área ou comum- Ocorrem dentro de áreas de consolidação e não tem nenhum significado especial.
(clique sobre as imagens para uma melhor visualização)





Gap de fuga ou de corte – O gap de fuga ocorre no rompimento da resistência ou suporte.
 Observem que havia um suporte, e o gap rompeu esse suporte. Quando isso ocorre, as probabilidades são enormes de que ocorrerá um grande movimento na direção do gap.




Veja outro exemplo
 Os gaps de fuga podem gerar grandes oportunidades. Quando maior o suporte ou a resistência, mais convicente será que é realmente um gap de fuga, e o aumento de volume também confirma o sinal.




Obs: Há outra maneira de utilizar o Gap de fuga, porém é mais complicado e eu achei conveniente mostrar apenas essa forma que é simples e eficiente.
Gaps de medida ou continuação – O gap de  continuação é semelhante ao gap de fuga, mas ocorre dentro de uma tendência já definida, indicando força da tendência vigente.
 Há uma maneira de projetar o quanto os preços podem subir após a formação de um gap de continuação. Para isso é preciso que nós pegamos o inicio do movimento de alta até o momento que ocorreu o gap. E projetar essa mesma distancia na direção do gap. Observem que no primeiro gap os preços corrigiram, mas rapidamente o ativo seguiu em seu movimento de alta não gerando um gap de exaustão que será o próximo exemplo.





Gap de exaustão: É um gap que sinaliza o fim de uma tendência. Geralmente surge quando o mercado esta sobrecomprado ou sobrevendido. Esse gap pode ser confirmado por um candle de reversão e pelo IFR que indique sobrecomprado ou vendido.
Observem que após um movimento de baixa houve um gap seguido por um candle de reversão.




Veja outro exemplo
 Observem que não ocorreu um candle de reversão mas o IFR nos ajudou a indentificar que os preços estavam sobrevendido.

Obrigado pela visita e até a próxima.






18 de jan. de 2011

Gaps


O termo Gap, nada mais é do que um intervalo de preços que não houve negociação de um ativo. Existem gap de alta e de baixa. Veremos um gap de alta quando, entre a mínima de um candle e a máxima da barra anterior, houver uma faixa de preços não negociada. No caso de um gap de baixa, segue o mesmo raciocínio do gap de alta porém o inverso. Então podemos definir que os gaps são representados por um espaço em branco no gráfico. 
Gaps podem ocorrer em todas as periodicidades, sendo mais comum em gráficos intraday e diários. Gráfico com maior periodicidade são mais difíceis de ocorrer um gap.
Os gap geralmente ocorrem no mercado de ações, e em mercados que não tem o funcionamento 24horas. A razão de ocorrer um gap pode ser dar por um fato relevante ou inesperado ocorrido após o fechamento do pegrão do dia anterior.Por exemplo as ações da tam no ano de 2007, estava em alta, e após um acidente com um dos seus aviões, as ações abriram com um gap no dia seguinte. Refletindo o desespero dos investidores. 
 Outra possibilidade para o surgimento de gaps é a ocorrência de feriado no meio da semana. Por exemplo um feriado nacional, onde a bovespa não funciona, mas a bolsa de Nova Iorque sim. Algumas empresas brasileiras tem suas ações negociadas na bolsa de nova iorque em forma de ADR (ADR são contratos que as empresas tem para que suas ações sejam negociadas em outro país) E essas ADR’s são negociadas normalmente mesmo a bovespa não funcionando. Se por exemplo no dia do feriado as ADR tem valorização, no outro dia haverá a necessidade das ações dessa empresa se ajustar ao movimento ocorrido no dia anterior nos Estados Unidos.
Então podemos dizer que os gaps ocorrem devido ao sentimento de euforia ou desespero dos investidores. Gaps é uma preocupação que todos os traders tem, pelo fato de poderem ‘’pular” o stop.
Imagine que você comprou uma ação em 20,00 e o seu stop está em 19,50. Se caso ocorrer alguma notícia negativa ou algo que tenha uma forte repercução, poderá ocorrer um gap, e no dia seguinte as ações abrirem com a cotação em 19,00. O home broker irá executar seu stop pelo preço atual.
Por que se você colocou o stop para ser executado em 19,50?
 porque quando você estipula que se os preços chegarem em 19,50 você quer que o home broker execute a ordem automaticamente. O stop não vai conseguir justamente pelo fato dos preços ter pulado o valor que você determinou. Então pelo motivo de ocorrer gaps o home broker entende que se a ação estiver em 19,50 ou abaixo desse valor é o momento de ser dado a ordem de venda. Mas os gaps não são apenas inimigos dos traders. Também é possivel tirar proveito dos gaps, assunto que você verá no próximo post.
Obrigado e até a próxima.



17 de jan. de 2011

Diferenças das modalidades operacionais

Como já foi dito aqui no blog nos posts anteriores, há diferentes modalidades de negociar no mercado. (Modalidade nada mais é do que o tempo de negociação, ou seja, se as negociações são de curto, médio ou longo prazo). Quando alguém se interessa por análise técnica e deseja negociar, surge a dúvida de qual prazo operacional operar. Vamos definir as vantagens e desvantagens de cada modalidade.

Position trader – Operações que duram entre 15 dias a Alguns meses.

Vantagens
  •          É necessário um acompanhamento mínimo do mercado.
  •          O nível de stress é baixo.
  •          Não é necessário ter muita experiência
Desvantagens
  •          Pode demorar a surgir uma oportunidade de entrada.
  •          É necessário ter muita paciência, antes e após a entrada.
  •          Só é possível viver das negociações de position se o capital for muito grande.

Swing trader – operações que duram de 2 a 15 dias.

Vantagens
  •          Há mais oportunidades que no position trader.
  •          Não é necessário ficar o dia inteiro acompanhando o mercado.
  •          O nível de stress é menor que nas operações de Day trade.
Desvantagens
  •          Há menos oportunidades que em Day-trade
  •          Exige um controle emocional maior que em position

Day trader – Operações que duram menos de 1 dia

Vantagens
  •          Há mais oportunidades que no swing trader
  •          O risco nas operações é menor que nas outras modalidades
  •          É possível viver de Day trade com um capital bem menor comparado a operações em swing e position.
Desvantagens
  •          O nível de stress é altíssimo (no começo).
  •          É necessário muito controle emocional e disciplina.
  •          Muitas estratégias que funcionam em position e swing não funcionam em Day trader.
  •          É necessário um acompanhamento constante do mercado.
  •          É preciso ter experiência para operar nessa modalidade.

Muitos traders profissionais operam dois, ou todos os prazos operacionais. Por isso que umas das qualidades que todo trader deve ter é flexibilidade, pois a escolha de qual modalidade operar será de acordo com o momento do mercado. Há também a possibilidade de se focar em apenas um tipo de modalidade. É preciso definir o seu estilo antes de começar negociar com o próprio capital. Eu comentei no post passado sobre a importância de treinar em um simulador, e umas das coisas que deverão ser definidas no treinamento é o seu estilo. Há trader mais agressivos que gostam de negociar todo momento, e outros que negociam uma vez por mês ou menos.  Há quem tem disciplina de ferro e que prefere operar somente swing e position, e não se arriscam no day-trade pois não possui estrutura e disciplina. O fator ‘tempo disponível’ também tem quer ser levado em consideração.

Obrigado e até a próxima

7 de jan. de 2011

Ondas de Elliott e fibonacci 5ª parte


Para encerrarmos esse assunto tão vasto que é as ondas de Elliott juntamente com as proporções de fibonacci. Até agora nós vimos às retrações e o seu funcionamento no mercado. Mas o uso das retrações é apenas uma das formas de se utilizar fibonacci.
O que nós vamos ver agora são as extensões de fibonacci.
Nós sabemos que as retrações são utilizadas quando os preços estão corrigindo um movimento prévio seja de alta ou de baixa. Mas há momento no mercado em que os preços fazem movimentos direcionais, ou seja, “ganham terreno”. Imagine uma ação que o seu preço máximo foi em 25,80, e em um determinado dia os preços sobem para 26,50. Esse movimento não esta corrigindo nenhum movimento anterior, pois a ação nunca havia alcançado os 26,00. Esse processo é chamado de ciclo direcional.
E qual é a utilização das extensões de fibonacci? Quando os preços rompem um topo histórico às extensões são utilizadas para nos ajudar a prever até onde os preços irão subir (estou exemplificando em um movimento de alta, mas o mesmo se aplica a um movimento de baixa) Então em vez de correção onde nós utilizamos as retrações e o ponto chave é em 0.618, nós temos uma expansão dos preços onde o ponto chave é 1.618 (phi) Mas as extensões não servem apenas quando há um rompimento do topo histórico.
E como são aplicadas as extensões?
São aplicadas na identificação de um pivô de alta. E a sua aplicação é feita em cima da amplitude do pivô (cabeça do pivô), onde são multiplicadas todas as extensões de fibonacci a partir de 0.382.
São utilizadas as seguintes proporções
Ø  0.382                           
Ø  0.618
Ø  1.000
Ø  1.618 (mais importante)
Ø  2.618
Ø  Etc.
Observe o gráfico abaixo (clique sobre os gráficos para uma melhor visualização)
 Na área demarcada pelo quadrado houve um movimento de baixa. Como eu faço para identificar um pivô?



Eu tracei uma LTA (linha de tendência de baixa) Após o rompimento os preços voltaram a LTA. No post sobre suporte e resistência, eu comentei que todo suporte ao ser rompido se torna resistência e vice e versa. O mesmo se aplica para linhas de tendência. Quando uma LTB que antes era uma resistência aos preços ao ser rompido se torna suporte. Após ocorrer o rompimento eu identifico o pivô.

Após ser identificado o pivô eu quero saber as possíveis target, até onde os preços podem chegar e possíveis resistências. É nesse momento que entra as projeções ou extenções de fibonacci.
Os pontos para chegar em uma amplitude será o fundo (inicio do quadrado) até a cabeça do pivô (topo do quadrado)
 Os preços encostam-se à extensão de 0.618, depois quando atinge a extensão 1 o mercado sente uma resistência corrigia até a LTA (linha de tendência de alta) e finalmente quando atinge 1.618 os preços chegam ao topo de um ciclo de alta.


Existem estratégias de operar as ondas de Elliott juntamente com as extensões e retrações de fibonacci, assunto que será tratado outro dia.
Obrigado e até a próxima








6 de jan. de 2011

Ondas de Elliott e fibonacci 4ª parte


No post anterior nos visualizamos as proporções de fibonacci na anatomia humana e no gráfico. E o que pode ser concluído sobre retração de fibonacci é:
  • Quando há um movimento de alta no mercado, e os preços começam a corrigir (retrair)
  • O foco passa a ser na correção, porque o que nós queremos saber é até quando os preços irão corrigir.
  • Através da ferramenta da retração de fibonacci, eu pego o inicio do movimento de alta até o topo (momento antes da correção)
  • Ao definir o inicio e o topo desse movimento, nós teremos uma amplitude que será multiplicada por 0 depois por 0.382 depois por 0.50 depois por 0.681 (proporção áurea e portanto o mais importante) e por 1.
Como já foi explicado, não é necessário efetuar o cálculo porque os gráficos já disponibilizam a ferramenta de fibonacci, que faz tudo automaticamente.
Observem o gráfico abaixo



Nó já vimos que a retração foi feita pegando a amplitude (como mostra a flecha) da parte mais baixa até o topo do movimento de alta. Após os preços caírem até a retração de 0.681 os preços respeitaram a retração e o movimento de alta seguiu.
Agora eu vou comentar sobre a retração em um movimento de baixa.
Veja o mesmo gráfico


Reparem que dentro da área selecionada, foi onde aconteceu a retração da alta do exemplo anterior. Agora eu posso traçar uma retração desse movimento de alta, pra tentar indentificar outro momento em que os preços irão corrigir.
Veja no exemplo abaixo para ficar mais claro



O que eu fiz foi pegar o topo onde começou a correção até o fundo desse movimento de baixa e tracei uma retração. E observem que incrível os preços corrigiram na retração de 0.618, voltando em seguida a retração de 0.382, seguindo enfim o movimento prévio de alta.
A conclusão é de que o mercado sempre está corrigindo o movimento prévio, salvo os caso onde os preços fazem topo histórico (maior alta) ou fundo histórico (maior baixa).
Para otmizar tempo e contéudo, eu vou falar sobre exensão de fibonacci no próximo post, encerrando o tema.
Obrigado pela visita.





5 de jan. de 2011

Ondas de Elliott e fibonacci 3ª parte


Hoje vamos dar sequência no tema das ondas de elliott juntamente com as proporções de fibonacci. Eu comentei da importância dessas proporções. Mas se até esse momento você não conseguiu entender o porquê essa sequência tem haver com o mercado. Eu já explico. E te peço um pouco de Calma, o blog não tomou outro sentido, ainda estamos falando do mercado financeiro. Você não está lendo um blog sobre anatomia humana, nem sobre aula de matemática avançada. Mas se você ainda não conhece sobre a proporção de fibonacci, veja que interessante.

Nós vimos que 1.618 e 0.618 são proporções de fibonacci e também são chamado de proporção áurea, número de ouro, número divino, número de Deus entre outros.
Se você calcular a distância entre o canto do olho esquerdo até a ponta do olho direito, você terá duas proporções de fibonacci. 0.618 (traço branco) e 0.618 que é a distância entre os dois olhos (1.618) (traço vermelho)

As estruturas dos ossos seguem a proporção de fibonacci


O rosto de uma pessoa segue proporções de fibonacci

A sequência também ‘’aparece’’ nos dentes

E em muitas outras coisas, como em plantas, música, animais e etc... Agora vamos ao que interessa.
·         O mercado são fenômenos de expansão e contração dos preços.
·         O ritmo dessas contrações e expansões parece seguir proporções áureas (ciclos de fibonacci)
·         Quando o mercado expande, a proporção chave é 1.618 (extensões)
·         Quando o mercado contraí, a proporção chave é 0.618 (retrações)
Elliot se perguntou se fibonacci funcionava nos preços, e foi comprovado que a proporção também é afetada na percepção humana, ou seja, os sentimentos humanos seguem padrões de fibonacci. E o mercado é o resultado desse sentimento humano.
Eu quero comentar sobre as retrações de fibonacci, onde o número chave é 0.618.
·         São aplicadas todas as vezes que o mercado retrai (corrige) um movimento prévio.
·         São aplicadas em cima do movimento que está sendo retraído (corrigido) e são utilizados as seguintes retrações:

Ø  0.000 (zero retração)
Ø  0.382 (retração mínima)
Ø  0.500 (pouca importância)*
Ø  0.618 (retração chave)
Ø  1.000 (retração máxima)

 *(vem da relação 2 para 1 no inicio da sequência de fibonacci, porém essa proporção não tem tanta importância no mercado brasileiro. No mercado americano essa proporção é bastante utilizada)
Cada retração é como uma zona de suporte ou resistência no movimento dos preços
Se está tudo muito confuso, nada como um gráfico para esclarecer as coisas.





Imagine o seguinte, dentro da área demarcada no gráfico houve um movimento de alta. E em seguida uma retração (correção) desse movimento (até onde termina a demarcação). A pergunta é, Após o movimento de alta,imaginem que nós estivéssemos vendo apenas o quadrado demarcado, nós saberíamos dizer  até quando os preços iriam corrigir? Foi essa a pergunta que Elliott fez. Após definir sua tese de que o mercado se movimenta em ciclos de ondas, ele procurou ir mais fundo e entender o quanto essas ondas de correção poderiam chegar antes do movimento de alta retomar.
Então pela retração de fibonacci, eu vou pegar o topo desse movimento de alta e o ponto onde se iniciou o movimento de alta. (na parte de baixo do quadrado e na parte de cima do quadrado) Então o topo menos o fundo eu vou ter uma amplitude. Essa amplitude eu vou multiplicar por 0, depois por 0.382, depois por 0.50, depois por 0.618, depois por 1. Pra cada resultado que eu chegar eu vou encontrar um valor na escala de preços do gráfico e vou desenhar uma linha horizontal
Veja como irá ficar no gráfico abaixo






As retrações aparecem no gráfico como números inteiros e em porcentagem. Vemos a retração 0, depois a 0,382 que aparece como 38,20 a retração 0.50 aparece como 50,00, a retração chave 0.618 aparece como 61,80 e 1 que aparece como 100. Nesse gráfico esta aparecendo como % porque a referencia é 1 então 0,382 é 38,20% de 1, mas isso é um mero detalhe. Se você não entendeu muita coisa, não se preocupe porque os gráficos tem a ferramenta fibonacci que faz tudo pra você. Você só precisa clicar no ponto em que quer traçar a retração, e as linhas irão automaticamente aparecer no seu gráfico.Reparem onde os preços corrigiram, ou seja, os preços pararam de cair exatamente na retração de 0.618 e em seguida o movimento de alta continou.
Então nós temos a seguinte situação, Quando há um movimento de alta, eu sei que o mercado tem que corrigir, e assim como eu já comentei aqui no blog, o mercado não sobe de uma vez, e Elliott sabendo disso, incrementou o uso de fibonacci nos seus estudos. Então nós sabemos que para ocorrer um ciclo de alta (ou tendência de alta), o gráfico irá fazer topos e fundos ascendentes. Após um movimento de alta, o mercado começa fazer uma correção (ou retração), e é nesse momento que eu vou traçar a retração. Os preços precisam cair pelo menos até a retração de 0,382 para configurar uma correção.
Quando os preços caem até 0,382 e continuam subindo, é um sinal de que a tendência é muito forte, mas se o preço cair abaixo de 0,382 é bem provável que chegará na retração de 0,618.
A retração de 0,50 não tem significado no mercado brasileiro, os preços simplesmente não respeitam essa retração. Agora quando os preços recuam até a retração de 0,618 é MUITO provável que a correção chegará ao fim e o movimento de alta irá continuar.
E se cair? Se a correção ultrapassar a retração de 0,618 é um sinal de que haverá 100% de correção do movimento de alta. Esses fatos não acontecem todas às vezes, mas na grande maioria o mercado movimenta dessa forma. Essas retrações funcionam como suporte e resistência e vale a pena o estudo dessa ferramenta.
No próximo post eu vou comentar um pouco mais sobre retração e vou comentar também sobre expansão de fibonacci.
Muito obrigado e até a próxima.




4 de jan. de 2011

Ondas de Elliott 2ª parte


No ultimo post, foi apresentado às ondas de Elliott, e hoje nós iremos explorar um pouco mais sobre esse estudo. Eu comentei que Elliott se baseou em uma sequência de números descoberto pelo matemático fibonnacci.
Quem foi Fibonnacci?
Leonardo Fibonacci ou Leonardo de Pisa (1170 – 1250) foi um matemático italiano. Considerado o mais talentoso da idade média. Fibonacci foi o responsável pela introdução no mundo ocidental do sistema numérico hindu-arábico, que é utilizado por todo ocidente até os dias de hoje (0 a 9), antes os cálculos em toda a Europa eram feitos por algarismo romano (Imaginem que fácil devia ser efetuar uma conta utilizando algarismos romano). Por ser de uma família nobre, e ter a vantagem de não ter que trabalhar, fibonacci dedicou toda a sua vida a matemática, e por incrível que parece, a sequência de fibonacci surgiu atravéz de um de seus estudos, na qual ele queria saber qual era a taxa de reprodução dos coelhos. A sequência de fibonacci responde a seguinte questão. “Quantos pares de coelho poderiam ser produzidos em um ano, a começar por um casal de coelhos, sendo que cada casal gera um novo casal a cada mês, a partir do segundo mês? A sequência de fibonacci responde essa questão:

0,1,1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, 377, 610, 987, 1597...

A sequência começa pelo 0 e 1 (primeiros números hindu-arábico) a partir daí, a sequência do próximo numero sempre será a soma dos dois últimos números.               
Exemplo: 89 é a soma dos dois últimos números 34+55
610 é a soma dos dois últimos números 377+233.
Se você esta se perguntando, o que tem haver essa seqüencia de números com o mercado financeiro, e com as ondas de elliott?  Eu te digo que tem tudo haver. E para provar isso é preciso se aprofundar um pouco mais.
Há uma interessante relação matemática que esses números guardam entre si. 
Por exemplo: o numero 55 tem o próximo numero que é 89. Entre 55 e 89 não há nenhum outro número, então eles são números consecutivos. Qualquer parte de numero consecutivo exemplo: (8  e 13 – 377 e 610) Em qualquer parte da sequência, vão apresentar as mesmas proporções matemáticas. Essa relação matemática é conhecida como Phi (Φ) 1,61803399...(proporção áurea) é um numero irracional pois tem final desconhecido. (Numero irracional é a mesma coisa que dividir 100 por 3. O resultado aproximado será 33, 33333... Mas o valor exato é desconhecido). Não confunda Phi (Φ) com PI (π) (3,14). Portanto se eu pegar o numero 13 e multiplicar por phi 1,618 eu terei um valor aproximado do próximo número da sequência

13x 1,618 =  21,034

Veja o exemplo de outra sequência

233x 1,618= 376,994

0,1,1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, 377, 610, 987, 1597...

Os valorores não são exato por se tratar de um numero irracional, mas o que é preciso entender é a proporção que há entre os números da seqüencia.
Então nós já sabemos que qualquer número da sequência multiplicado por Phi o resultado será uma aproximação do numero seguinte.
Agora seu eu pegar o 55 e o 144 há uma “casa’’ (numero 89) de distância entre os dois números. Eles também irão apresentar uma relação matemática, e será a mesma proporção matemática de qualquer parte de números que tenham uma ‘’casa’’ entre eles.
Por exemplo a relação de 3 para 8 é a mesma proporção de 13 para 34.
Pensem nos números da seqüencia como casas

1 casa isolada – relação com ela própria: 1.000
2 casas consecutivas para a próxima como já vimos: 1.618
2 casas consecutivas para a anterior: 0.618
1 casa de intervalo para a próxima: 2.618
1 casa de intervalo para a anterior: 0.382
2 casas de intervalo para a próxima: 4.236
2 casas consecutivas para a anterior: 0.382

Pense em um tabuleiro e que nós estamos em cima de algum número

0,1,1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, 377, 610, 987, 1597...

Vamos imaginar o número 21 como ponto de partida, para mim chegar a próxima casa da sequência de fibonacci eu preciso multiplicar 21 por 1.618. Se eu quiser chegar 2 casa da sequência eu multiplico 21 que é meu ponto de partida por 2.618. Se eu quiser saber qual é a casa anterior ao meu ponto de partida, eu multiplico 21 por 0.618.
Ou seja, através de qualquer número, utilizando a sequência de fibonacci eu consigo chegar no próximo numero da sequência, ou no número anterior da sequência.

                             0.382                              
                             0.618
Ponto de partida  1.000
                             1.618
                             2.618
                             4.236

Esses números são a famosa proporção de fibonacci.  O interessante é que se você somar 0.382 + 0.618 o resultado será: 1.000. Se você somar 1.000 + 1.618 o resultado será= 2.618. Se você somar 1.618 + 2.618 o resultado será 4.236. Ou seja, as mesmas propriedas dos numeros valem para a própria proporção de fibonacci.
 Há uma coisa mágica que esses números proporcionam.Não que eu seje um expert  em anatomia mas para você ter uma idéia, toda a estrutura do nosso corpo, olho, boca, nariz enfim é formado pela proporção de fibonacci. Leonardo da Vinci usou os cálculos de fibonacci para pintar a monalisa. No próximo post eu vou falar sobre o que essa seqüencia de números representam em um gráfico, e você não irá precisar decorar esses cálculos, nem as sequências e nem as proporções . Os programas gráficos te proporcionam tudo automaticamente. Assim como na natureza e em muitas outras coisas, os gráficos apresentam algo muito interessante com essa sequência.
Obrigado